Alminhas – Legado

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO e AlminhasMuseu Virtual Tags: alminhas, património e religião

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  • Alminhas – Legado da Grécia e de Roma

     

    As alminhas são um legado  da Grécia e de Roma algumas alusivas a tragédias locais, outras são pequenas criações saídas das crenças do povo e da ideia do Purgatório. As alminhas pedem pelas almas dos defuntos em geral, mas algumas delas estão ligadas a casos pessoais, mortes trágicas ou coletivas que impressionaram as comunidades cristãs e laicas.

    Tal é o exemplo do baixo-relevo das “Alminhas da Ponte“, no Porto, próximo da ponte de D. Luís que evoca a catástrofe da morte de cerca de quatro mil pessoas que, em março de 1809, procuravam atravessar o Douro para fugir às tropas de Napoleão Bonaparte, na II invasão francesa e que  na confusão gerada, acabaram por se afogar no rio. Centenas de alminhas marcam homicídios que chocaram as comunidades, como ajustes de contas, amores mal resolvidos ou locais que ficaram cravados pelo sangue de um despiste de um automóvel ou de motos com cilindradas inversamente proporcionais à idade dos seus condutores.

    De resto, as alminhas acabam por se inspirar e ser um legado das civilizações clássicas de Roma e da Grécia, que nas suas deambulações já haviam erguido monumentos junto às estradas para devoção aos seus deuses.

    “As pessoas já não param para acender uma vela ou para fazer uma oração. Agora está tudo muito diferente se compararmos, por exemplo, com o século XIX, quando ainda se construíam muitas alminhas”, refere António Matias, sublinhando que se recorda de, ainda há poucas décadas, ser comum, “a quem passasse junto às alminhas, parar, curvar-se e tirar o chapéu em respeito, pôr flores, acender uma vela ou lamparina de azeite, fazer o sinal da cruz e rezar o Pai Nosso e Ave Maria, correspondente à sigla P.N.A.M., existente  junto a muitos nichos e capelinhas que apelam às rezas cristãs”.

    “O cristianismo inspirou-se nesta herança e cristianizou-a, erguendo cruzeiros e outros símbolos religiosos. As alminhas vêm nesta continuidade de ocupação dos espaços públicos, procurando apanhar as orações de quem passava para salvar mais almas”, conclui António Matias  

     

    Bibliografia

    Manuel Fernandes Vicente, In Público, 02.11.2009 / 05.12.10

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