Medronheiro (Arbutus unedo L.)

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Flora e ÁrvoresMuseu Virtual Tags: flora, medronheiro, medronho e património natural

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  • Medronheiro (Arbutus unedo L.)

     

     

    Família: Ericaceae

    Distribuição: Sul da Europa, Irlanda, norte de África e Palestina. Em Portugal encontra-se em todo o território, excetuando os locais mais frios do norte do país, assim como os muito secos no sul.

    Caducidade: persistente

    Altura: até 10m, normalmente cerca de 5m

    Longevidade: pode atingir os 200 anos

    Porte: arbusto ou pequena árvore de copa ovalada

    Ritidoma: tronco avermelhado e escamoso; ramos muitas vezes avermelhados

    Folhas: simples, alternas de 8x3cm, lanceoladas, de margem serrada e pecíolo curto, às vezes avermelhado; cor verde brilhante na face superior e mate na inferior.

    Estrutura reprodutiva: flores urceoladas de cor branca, esverdeadas ou rosadas dispostas em panículas terminais pendentes; frutos comestíveis, geralmente até 2 ou 3cm de diâmetro, globosos e avermelhados quando maduros.

    Floração: de outubro a fevereiro

    Maturação dos frutos: no outono do ano seguinte

    Habitat: azinhais, sobreirais e bosques mistos, em precipícios e desfiladeiros fluviais. Também em solos rochosos, mas preferindo-os frescos, soltos e profundos. É indiferente ao pH. Habita dos 0 aos 800m ou até 1200m. Espécie de plena luz. Necessita de humidade, mas sem encharcar. Resiste bem às geadas e a temperaturas até -15ºC. Prospera com relativa exposição marítima e tolera poluição industrial.

    Usos e costumes: as folhas e o ritidoma contêm taninos úteis na curtimenta de peles. Em medicina popular era utilizado como adstringente, como diurético e como antissético das vias urinárias. Os medronhos têm a fama de embriagar, sendo fermentados para obter aguardente, prática muito comum no Algarve, e vinagre. São usados também em confeitaria. A árvore é apreciada em jardinagem pelas suas flores e frutos vistosos.

    Modos de propagação: Por semente: É difícil separar as sementes do fruto que as envolve, assim devem ser misturadas na terra à superfície, juntamente com a polpa. Se quiser reproduzir no interior, as sementes devem ser mergulhadas em água morna durante 5 – 6 dias e depois colocadas à superfície da terra, mantendo alguma humidade. 6 semanas de estratificação a frio podem ajudar. A semente, normalmente germina bem em 2 – 3 meses a 20°C, embora, por vezes, as plântulas possam morrer devido a fungos. Assim que tiverem o tamanho suficiente, devem ser transplantadas para vasos individuais e ter uma boa ventilação. No primeiro inverno pode mantê-las no interior e plantá-las no destino final na primavera seguinte.
    Por estaca: Cortes pela base no fim do inverno. Por mergulhia, embora possa demorar 2 anos. Com uma baixa percentagem de sucesso pode cortar-se ramos já lenhificados, durante o crescimento da estação, em novembro / dezembro. Ressentem-se se perturbados nas raízes.

    Nota: Existem topónimos no concelho ligados a esta árvore, como é o caso da zona denominada de “medronhal” em Sameiro, onde se encontra uma grande concentração desta planta.

     

    Bibliografia
    Websites Consultados

    http://www.florestar.net/gilbardeira/gilbardeira.html

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