Pinheiro-silvestre (Pinus Sylvestris L.)

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Flora e ÁrvoresMuseu Virtual Tags: flora, património natural, pinhal, pinhas e pinheiro

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  • Pinheiro-silvestre (Pinus Sylvestris L.)

     

    Família: Pinaceae

    Distribuição: ásia, norte e centro da Europa, alguns sistemas montanhosos da Europa mediterrânica. Em Portugal, cultivada com frequência nos andares montano e altimontano das serras do norte e centro, onde regenera facilmente (sobretudo as proveniências ibéricas). Muito plantado a partir do final do séc. XIX (Gerês, Cabreira, Marão, Nogueira, etc) e sobretudo com o Plano de povoamento Florestal, onde ocupou lugar de destaque no leque de espécies utilizadas. Também comum em parques florestais e jardins públicos nas regiões de maior altitude. Alguns documentos do séc. XVIII e XIX indiciam que algumas populações acantonadas nas cotas mais altas da Serra do Gerês poderão ser indígenas, porém só a genética pode corroborar esta hipótese.

    Caducidade: persistente

    Altura: até 40m

    Longevidade: é comum ultrapassar os 200 anos

    Porte: árvore de copa variável na forma consoante a idade e a exposição; cónico-piramidal na juventude, na fase adulta sem ramos nas partes expostas aos ventos frios ou à sombra.

    Ritidoma: pouco espesso e castanho-escuro na base do tronco, mas com reflexos bronzeados nos ramos superiores.

    Folhas: aciculares de 3-7 x 0,1-0,2cm, agrupadas em pares, rígidas, agudas e glaucas.

    Estrutura reprodutiva: pinha cónica de 3-6 x 2-3,5cm, castanho-amarelada, caduca, com apófises planas ou pouco piramidais na parte externa da base da pinha; semente com 3-5mm e asa com ca. 10mm.

    Floração: maio, junho

    Maturação dos frutos: as pinhas amadurecem no outono do ano seguinte; o pinhão cai desde novembro do segundo ano.

    Habitat e ecologia: Ocorre em altitudes compreendidas entre os 200 e os 2100m, embora em Portugal só prospere em encostas serranas acima dos 700m. É indiferente ao pH do solo. Espécie maioritariamente de sombra, embora suporte bem a luz. Requer precipitações médias anuais entre  400 e 800mm. Temperaturas ótimas entre 0 e 20ºC. Tolera a poluição atmosférica e a exposição marítima e a seca. Costumam produzir híbridos com outras espécies do mesmo género. As árvores são facilmente mortas pelos fogos, não conseguindo regenerar pelas raízes. Constitui uma fonte de alimento para larvas de lepidópteros e está associada a mais de 50 insetos. As folhas produzem secreções que inibem o crescimento de plantas sob a copa da árvore.

    Usos e costumes: madeira de grande qualidade, apreciada por toda a Europa ocidental. Tem usos muito variados, desde o provimento de camas para o gado (com as folhas) até o fornecimento de madeira para carpintaria, marcenaria e ebanisteria. Frequentemente os mastros de uma só peça usados nos barcos são desta espécie.

    Modos de propagação: por semente: O melhor é colocar a semente, logo que madura, no local definitivo. No entanto, fazer estratificação durante 6 semanas a 4°C pode ajudar na germinação de sementes que estejam armazenadas.  As plantas têm um sistema radicular fraco e desenvolver-se-ão melhor quanto mais cedo forem colocadas no seu local definitivo. Devem ser plantadas nas suas posições finais ainda pequenas, até 90 cm, mas quanto mais pequenas melhor. Para um ótimo desenvolvimento deverá colocar-se uma camada de matéria que iniba o crescimento de outras plantas em seu redor (casca de pinheiro, folhas de pinheiro secas). Árvores de maior dimensão poderão ter problemas de crescimento por vários anos, afeitando as suas raízes e a resistência ao vento. Dependendo do local, deve proteger-se as pequenas árvores do frio.
    Por estaca: este método só resulta a partir de árvores jovens (até 10 anos).  Deve usar-se ramos com apenas um fascículo de folhas usando-o desde a sua base. Contudo, o crescimento a partir deste método revela-se lento.

     

    Bibliografia
    Websites Consultados

    http://www.florestar.net/pinheiro-silvestre/pinheiro-silvestre.html

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