Capela de Nossa Senhora da Estrela

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO EDIFICADO e CapelasMuseu Virtual Tags: capelas, património edificado e religião

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    Situada nas Penhas Douradas, a cerca de 1500m de altitude, com uma vista privilegiada sobre toda a região, encontra-se uma capela com a invocação de Nossa Senhora da Estrela, construída por Samuel da Silva Garcia em 1927.

    Esta pequena capela tinha como objetivo primordial receber os mortos que vinham do antigo sanatório de doenças pulmonares das Penhas Douradas, situado mesmo ao lado, mas que após um incêndio permaneceu em ruínas durante a maior parte do século XX.

    Posteriormente, graças à contribuição de diversas famílias que por ali habitam, procedeu-se a uma ligeira ampliação da capela e esta foi entregue ao Padre Joaquim Dias Parente, pároco da freguesia de Santa Maria, e à Banda Boa União – Música Velha. A cerimónia de inauguração e de entrega à Paróquia ocorreu a 20 de Agosto de 1936.

    Anualmente, no Verão, é aqui celebrada uma missa pelos padres que passam férias na Arca de Noé, uma casa próxima da capela.

    A pequena capela apresenta fachadas laterais de cantaria regular, de granito, com juntas pintadas de branco, sendo a fachada principal rebocada e pintada a branco. Sem qualquer tipo de adorno, apresenta apenas a porta principal ladeada por duas pequenas janelas. A empena triangular, resultante da cobertura de duas águas, é coroada por uma pequena cruz de pedra. Do lado esquerdo da fachada, encontra-se um pequeno sino, decorado com relevos, e com a inscrição “Govinha  20-9-1936 Penhas Douradas”. No interior, destaca-se o arco ogival que separa a pequena nave da capela-mor, que possui apenas uma mesa de altar simples. Não possuindo retábulo foi apenas colocado um altar com o sacrário inserido numa pintura dourada em forma de ogiva. A imagem de Nossa Senhora da Estrela, que protege a capela, encontra-se do lado esquerdo do altar.

    O culto a Nossa Senhora, Mãe de Cristo, é tão importante na religião católica que esta foi adquirindo novas designações ao longo dos séculos, conforme os milagres que ia operando ou associada aos locais em que, supostamente, era vista. Desta forma, entre muitos outros nomes, surge Nossa Senhora da Estrela. Esta designação vem do século XI, quando um monge italiano, chamado Rogério, peregrinava por França com um outro monge, e tendo este desaparecido durante uma noite de tempestade, Rogério ficou sozinho e seguiu sem rumo pelas florestas da Normandia. Um dia, já cansado de tanto caminhar, deitou-se para dormir e pediu a orientação de Deus. Nessa noite, enquanto dormia teve uma visão na qual uma estrela caía do céu e uma voz lhe dizia que “Nossa Senhora quer que se construa um santuário ao pé da colina, em sua honra”. Ao acordar, desceu a colina e encontrou um espaço reduzido a cinzas, e compreendeu que o local tinha sido escolhido. Logo procurou ajuda, e com a caridade dos habitantes dos povoados próximos, se construiu uma humilde capela. Tendo a notícia chegado aos ouvidos do Duque da Normandia, o Rei Guilherme, que passava naquela altura na região, logo se interessou e generosamente começou a patrocinar aquela capela e a beneficiar o Monge Rogério, transformando-se assim o pequeno templo numa grande Abadia em Monteburgo, dedicada a Nossa Senhora da Estrela, em memória da visão do monge. O culto foi-se então propagando e não será de estranhar que tenha entrado em Portugal pouco tempo depois, ainda durante a Idade Média, associado a algum possível milagre que tenha ocorrido. No caso específico da Serra da Estrela, a devoção poderá ter-se desenvolvido devido à sua designação, tornando-se aqui protetora dos pastores.

    Para além desta capela devotada a Nossa Senhora da Estrela, existe ainda uma escultura, escavada numa rocha, por António Duarte em 1946, com 7m de altura, na zona do Covão do Boi. Esta partiu da iniciativa do pároco, pois ali afluíam muitos fiéis a um cruzeiro. Assim se pretendeu homenagear a antiga aparição que Nossa Senhora da Boa Estrela (outro designação possível) fizera a um pastor.

     

    Estado de conservação 

    Bom à data de 15-09-2014

     

    Bibliografia

    Antologia I – Depoimentos Histórico – Etnográficos sobre Manteigas e Sameiro, José Lucas Baptista Duarte, Edição da Câmara Municipal de Manteigas, 1985

    “Padre Joaquim Dias Parente” – O Homem. A Obra. A Missão. A Mensagem. – Nos 50 anos da sua morte – 20-X-2007 – Manuel Ferreira da Silva, Paróquia de Santa Maria, Manteigas, 2007

     

    Websites Consultad0s

    http://greensavers.sapo.pt/2013/11/26/penhas-douradas-o-hotel-ecologico-que-surgiu-das-ruinas-de-um-sanatorio-centenario-com-video/

    http://www.cm-manteigas.pt/turismo/patrimonio1/Paginas/capeladenossasenhoradaestrela.aspx

    http://www.lasalle.org.br/upload/portal/publicacoes/Nossa_senhora_da_estrela.pdf

    http://ascendensblog.blogspot.pt/2013/01/n-senhora-da-boa-estrela-serra-da.html

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