Capela de Santa Eufêmea

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO EDIFICADO e CapelasMuseu Virtual Tags: capelas, património edificado e religião

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  • Capela de Sta. Eufêmea

     

    A primeira capela dedicada a Santa Eufêmia tem data desconhecida, pois não existem testemunhos que atestem a sua existência antes do século XVII. Porém, o seu culto poderá ser muito anterior, pois a imagem mais antiga de Santa Eufêmia data de 1696, estando já muito deteriorada. O culto a esta Santa Mártir está ligado à proteção contra as enfermidades da pele e é considerada padroeira de “nascidas ruins e males desconhecidos”.

    No século XVIII, através das Memórias Paroquiais, sabemos que “tem esta terra uma Ermida de Santa Eufémia, que há sessenta anos a esta parte servia de igreja matriz por não haver outra nesta terra, e se ter demolido uma antiga de São João Baptista; está esta Ermida fora do povo, pertence à paróquia dele, e a reparação dela pertence ao povo da mesma terra.” Assim, supõe-se que a ermida era já servida de culto regular no século XVII, pois só assim se justifica que a igreja principal fosse votada ao abandono e fosse inclusive demolida, passando a ermida a receber os fiéis de toda a aldeia.

    Relativamente ao culto que se praticava na capela, o cura que respondeu ao questionário diz que “acode a essa Ermida romagem todo o ano mas mais no verão e os dias mais frequentes são os dias santos da Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e os dias santos do Divino Espírito Santo e dia de São Filipe e Santiago e dia da Santa Cruz de Maio, e dia de Santa Eufémia a dezasseis de Setembro.”

    O edifício, anterior ao que hoje existe, apresentava um alpendre frontal, com bancadas em granito, que serviam de apoio aos homens nos dias de festa. A fachada tinha uma pequena fresta, por onde entrava pouca luz, sendo encimada por um sino em bronze. Na base da fresta fora colocado um mealheiro, onde os devotos depositavam as esmolas. Na primeira metade do século XX,  esta ermida foi demolida, tendo sido substituída pela atual capela.

    A capela que hoje podemos ver mostra uma fachada  simples, apresentando uma empena recortada em curvas, rematada ao centro por uma cruz alta. Lateralmente existem dois grandes ornamentos em granito, em forma de urna. A porta principal é em arco de volta perfeita, ladeada por duas janelas de forma oval, e encimada por uma janela maior quadrangular. Do lado esquerdo existe ao centro uma porta secundária. A luz natural entra por quatro grandes janelões, dois de cada lado. Apesar de ter sido construída no século XX, este edifício mostra um estilo simplificado das capelas do início de oitocentos.

    A decoração interior mostra ainda mais a influência oitocentista, e é ostensiva para tão pequena capela. O retábulo que ocupa a parte central da parede de fundo é em talha dourada. O nicho central recebe a imagem de Santa Eufêmia, sendo ladeado por duas imagens (uma de cada lado). A parte superior do retábulo possui mais decoração, uma estrela (de 12 pontas) ao centro e volutas em toda a volta. Para completar a parede do altar foram colocados nos cantos mais dois retábulos, sustentados por uma peanha (suporte na parede) de menores dimensões mas com igual decoração dourada, principalmente no topo. Entre estes dois e o retábulo principal, no espaço que sobra da parede, foram colocadas mais duas imagens, em duas pequenas peanhas. Do lado esquerdo, entre a porta secundária e o altar, sob o janelão, foi colocado um púlpito oratório. Já do lado direito, oposto à porta lateral, encontra-se um altar dedicado a São Nuno Álvares Pereira, que também é sustentado por uma peanha decorada com um brasão de uma cruz e volutas douradas. O retábulo é pintado em tons claros (pastéis, rosados e azul), a parte superior apresenta volutas douradas, principalmente no conjunto central. Todos os retábulos têm vidro, protegendo a imagem que recebem.

     

    Estado de conservação 

    Bom à data de 07-10-2014

     

    Bibliografia

    Antologia I – Depoimentos Histórico – Etnográficos sobre Manteigas e Sameiro, José Lucas Baptista Duarte, Edição da Câmara Municipal de Manteigas, 1985

    Dicionário Enciclopédico das Freguesias – 3º volume, Editora ANAFRE, 1997

    Memórias Paroquiais de 1758, reunidas pelo Padre Luís Cardoso

     

    Websites consultados

    http://www.cm-manteigas.pt/turismo/patrimonio1/Paginas/mapa.aspx

     

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