Capela de Santo André

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO EDIFICADO e CapelasMuseu Virtual Tags: capelas, património edificado e religião

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  • Capela de Santo André

     

    A primitiva capela de Santo André datará do século XVI, sendo enumerada no catálogo de 1540 e em 1560 já estaria registada (segundo informação oral). NA Corografia Portuguesa, de 1708, surge enumerada juntamente com a Capela de Santo Estevão, como “junto à Villa”. Nas Memórias Paroquiais de 1758 é referida entre as capelas anexas a São Pedro, encontrando-se  todas  “fora da vila”.

    O culto a Santo André foi sempre residual em Portugal, e normalmente estava ligado a gafarias (lugar onde se tratavam os leprosos. A lepra era também conhecida por gafa, e os leprosos por gafos). Assim, as capelas dedicadas a Santo André não são muito comuns em Portugal, e as que existem estavam ligadas a leprosarias. Podemos concluir que em Manteigas existiria, naquela zona da capela, uma gafaria, justificando a existência do culto de Santo André na Vila.

    Outro fator que poderá atestar a existência da leprosaria, é a lenda que envolve as nogueiras que rodeiam o lugar da capela. Diziam os mais antigos que quem roubasse tais nozes, teria as suas mãos cortadas por Santo André. Na realidade, o que poderia acontecer é que um dos sinais da lepra era as feridas nas mãos que provocavam o “desaparecimento” dos dedos, e até mesmo das mãos. Assim, pode ter nascido a lenda do castigo de Santo André. No entanto, como não existe registo de nenhuma leprosaria na vila de Manteigas, nem vestígios físicos, não se pode afirmar com rigor que tal tivesse existido.

    A capela insere-se num pequeno pátio gradeado e apresenta como principais características a fachada principal, com as típicas pilastras, cantoneiras em granito e as molduras da porta e janelas laterais, com um arco rebaixado. A cobertura de duas águas foi substituída há poucos anos, sendo retirados os dois ornamentos que antes encimavam as pilastras. Hoje subsiste apenas a cruz central que tem duas rosáceas sexfólias. Este tipo de rosáceas eram típicas do românico e do gótico, sendo possível que a cruz tivesse sobrevivido desde a primeira capela. As obras de melhoria, impulsionadas pelo Padre António Tarrinha, ficaram ao cuidado dos escuteiros.

    No interior, o altar apresenta também características góticas principalmente a nível da divisão tripartida. O centro (em arco) contém a imagem de Santo André, toscamente esculpida e representado com a cruz aspada (em X) à qual foi amarrado como castigo e que ficou conhecida por cruz de Santo André. Está ladeado por duas pinturas de santas. Tudo é contornado a dourado, e com fundo azul.

     

    Estado de conservação 

    Bom à data de 03-10-2014

     

    Bibliografia

    Antologia I – Depoimentos Histórico – Etnográficos sobre Manteigas e Sameiro, José Lucas Baptista Duarte, Edição da Câmara Municipal de Manteigas, 1985

    Dicionário Enciclopédico das Freguesias – 3º volume, Editora ANAFRE, 1997

    Guia do Apreciador de Pintura – “Histórias e personagens que inspiraram as obras-primas da pintura ocidental” – Marcus Lodwick, Editorial Estampa, 2003

    Padre António Tarrinha, Pastor Atento e Dedicado, Evocação nos 100 anos do seu nascimento, Ediçã0 Económico da Paróquia de S. Pedro, Manteigas, 2012

    Corografia Portuguesa, Padre António Carvalho da Costa, 1708, pág. 351

    Memórias Paroquiais de 1758, reunidas pelo Padre Luís Cardoso

     

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