Fábrica António Martins Botelho

Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO INDUSTRIAL e FábricasMuseu Virtual Tags: fábricas, indústria e património industrial

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  • Fábrica António Martins Botelho

     

    Em 1889, a firma “António Martins Botelho” terá produzido aproximadamente 17 000 metros de tecido.

    O quadro do pessoal da empresa, em 1890, era composto por 73 trabalhadores de ambos os sexos. Trabalhavam essencialmente na produção de fio, existindo nesta secção um aparato de fiação com 300 fusos, movido por uma roda hidráulica.

    Em 1937, a firma “António Martins Botelho, Sucrs” era constituída por dois sócios – Francisco Esteves de Gaspar de Carvalho e José de Matos Cosme Pereira. Segundo a documentação do GILG, durante um curto período de tempo, a designação desta unidade fabril correspondeu ao nome dos seus sócios, até 1937, data em que a empresa efetuou a sua inscrição neste organismo. Laborava então o alvará n.º 11 979, de 17 de Maio de 1928, possuindo em instalações próprias, as secções de lavandaria de lãs (com um lavadouro nacional); de cardação e fiação de lã cardada (com 2 batedores nacionais, 1 lobo de marca Mercier e 1 escolhedeira); de cardação (com 1 sortido Hartman e 1 sortido Bosson); de fiação e torcedura (com 2 fiações Hartman instaladas); de tecelagem; de fabricação de mungos, tinturaria e ultimação. Tinha ainda instalada uma turbina, com 32cv, sendo nesta altura o quadro do pessoal constituído por 44 trabalhadores (2 encarregados e 42 operários).

    A 7 de Maio de 1946, a sociedade foi dissolvida, o primeiro sócio ficou com as instalações da Fábrica da Boqueira, localizada nos Amieiros Verdes, e o segundo com a presente unidade de produção e o respetivo alvará n.º 11 979, de 17 de Maio de 1928. A empresa adotou então a designação comercial de “José de Matos Cosme Pereira”.

    Em 1938 é fundada a firma “Carvalho & Matos, Lda.”, da qual faziam parte: José de Matos Cosme Pereira, Domingos Lopes de Carvalho, António Esteves Gaspar de Carvalho e Francisco Esteves Gaspar de Carvalho. Este último cedeu a sua participação aos restantes sócios, em 1949.

    Em 1945, o quadro do pessoal era constituído por 80 trabalhadores (2 empregados fabris, 1 encarregado e os restantes operários). Tinha 6 teares mecânicos (1938) e 46 manuais, para além de outros equipamentos da secção de tecelagem. As firmas em nome individual “António Esteves Gaspar de Carvalho” e “Domingos Lopes de Carvalho” exploravam instalações no lugar do Outeiro, sendo que a segunda tinha a condição de arrendatária. Ambas as firmas, em nome individual, cessaram a laboração quando integraram a referida sociedade que, em 1945, se dedicava em exclusivo à tecelagem, laborando sem alvará.

    A 12 de janeiro de 1953, data em que solicita ao GILG a selagem da maquinaria de produção instalada na sua unidade fabril, cessa a laboração, dispensando todos os trabalhadores.

    A 25 de agosto de 1953 deflagrou no complexo um violento incêndio, que viria a destruir as secções de cardação e fiação da firma “José de Matos Cosme Pereira” e da tecelagem de “Carvalho & Matos, Lda.”. Na sequência desta ocorrência registaram-se duas mortes e a empresa “José de Matos Cosme Pereira” cessou definitivamente a sua laboração.

     

    Observações

    Complexo Fabril, do século XIX – Caldas de Manteigas, São Pedro

    Atividades: Cardação, fiação, produção de mungos, tinturaria e ultimação

    Ocupações: António Martins Botelho (188_-1909?); António Martins Botelho, Sucrs. (1909?-1946); Carvalho & Matos, Lda. (1938-1953); José de Matos Cosme Pereira (1946-1953

    Uso: Desativado; parcialmente adaptado a instalações hoteleiras do INATEL –  Casa do Pastor

     

    Estado de conservação

    Mau à data de 04-08-2014

    Observações
    Embora alguns edifícios tenham sido recuperados, grande parte do complexo encontra-se em ruína e total abandono.

     

    Anexo – Descrição dos Edifícios Botelho

    Descrição dos 6 Edifícios
    1º Construção mista de 3 pisos, com paredes em alvenaria de granito rebocada, com apontamentos de pedra exposta, fenestração regular, de caixilharia em madeira, e cobertura revestida por telha de tipo marselha, de 2 águas, cujos espigões de fileira se apresentam desnivelados. O imóvel, apesar da descaracterização resultante da adaptação a instalações hoteleiras do INATEL (Casa do Pastor), mantém a volumetria original.

    2º Construção mista com 2 pisos e águas furtadas, paredes em alvenaria de pedra, parcialmente revestidas por reboco, vãos dispostos de forma irregular e cobertura de 2 águas revestida por telha mourisca. À semelhança do que aconteceu com o 1º edifício, também este imóvel foi alvo de obras de beneficiação.

    3º Construção tradicional composta de 3 pisos, em alvenaria de granito com juntas rematadas a cimento. As várias fachadas, rasgadas de modo regular pela fenestração, apresentam diversas aberturas, de reduzidas dimensões. A cobertura de 4 águas é revestida por telha do tipo marselha.

    4º Construção tradicional de 2 pisos, com paredes em alvenaria de pedra, apresentando-se a fachada principal rebocada. Da fenestração, regular e composta por amplos vãos, não subsistem já quaisquer evidências de caixilharia. Todavia, no interior existem vestígios da estrutura em madeira que permitia o assentamento do piso superior. O acesso ao imóvel é realizado através de uma escadaria com escalões em pedra de granito, adossada ao alçado sul.

    5º Construção tradicional, disposta a um nível inferior, mas contíguo ao 4º edifício. Composto por 1 piso, as fachadas em alvenaria de granito rebocada, são marcadas pela regularidade da fenestração. Nos alçados norte e sul são visíveis as empenas da cobertura de 2 águas, da qual não subsistem quaisquer vestígios.

    6º Construção tradicional, disposta paralelamente ao 5º edifício, num patamar inferior. Nesta ruína é possível distinguir parte das paredes, em alvenaria de pedra com remates em tijolo aparelhado, pontuadas de modo regular, por amplos vãos. Num

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