Esteva (Cistus ladanifer L.)

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Flora e FloresMuseu Virtual Tags: esteva, flora, flores e património natural

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  • Esteva (Cistus ladanifer L.)      

    A esteva é um arbusto que pode chegar aos 2 metros de altura, apresenta hastes compridas que possuem as folhas verde vivo.

    É uma planta de crescimento rápido que na sua juventude tem em maior abundância a substancia pegajosa nas folhas a que se chama ladano. Prefere solos pobres e ácidos, a sua distribuição é similar à da azinheira e tende a substituí-la depois dos incêndios.

    Encontra-se principalmente nas áreas envolventes a Sameiro e Vale de Amoreira, até cotas a rondar os 1000 metros de altitude e está associada a terrenos xistosas e com predominância de clima mediterrâneo. Encontra-se juntamente com zonas de carqueja e urze. Estas espécies formam o que chamamos de mato, um ecossistema que suporta uma grande biodiversidade.

     

    Família: Cistaceae

    Identificação: a esteva contém 8 géneros e mais de 160 espécies. São um elemento importante dos matos existentes nos ecossistemas dos climas mediterrânicos, principalmente nos solos não calcários onde são muitas vezes a espécie dominante.

    Características: é uma planta perene de crescimento rápido. Tem usualmente um porte arbustivo, podendo atingir alturas de 2.5 m, ainda que normalmente não ultrapasse os 2 m.

    As folhas são inteiras, compridas e estreitas alcançando 10 cm de comprimento e 1.5 cm de largura. Estão desprovidas de estípulas, têm uma inserção oposta e estão agrupadas aos pares. As folhas não possuem pelos na página superior mas estão cobertas de pelos estrelados na inferior. Quando são jovens, estão fortemente impregnadas de uma substância pegajosa, denominada ládano, que tem um aspeto brilhante e se cola às mãos e roupa. As folhas velhas têm uma coloração grisalha.

    As flores são solitárias e grandes, podendo ter 10 cm de diâmetro. Possuem 3 sépalas e 5 pétalas de cor branca, podendo ter por vezes uma coloração púrpura na sua base. Cada flor individual dura apenas um dia, existindo, no entanto, uma longa sucessão destas.

    O fruto é uma cápsula globosa com 7-10 compartimentos.

    Ocorrência: ocorre em toda a região mediterrânica ocidental e ilhas Canárias. É muito abundante no Alentejo e Algarve e nas regiões espanholas da Extremadura, Serra Morena, Andaluzia e Castela.

    Habitat: ocorre sobre solos ácidos não calcários como os graníticos, quartzíticos e xistosos, principalmente nos mais degradados. No que diz respeito à altitude, pode ser encontrada desde o nível do mar (habitando inclusivamente as areias das praias) até aos 1000 m. É muito resistente à seca ocorrendo mais em zonas soalheiras que nas umbrias. São plantas bastante resistentes ao vento, mesmo ao marítimo.

    Do ponto de vista de jardinagem, não reage muito bem aos cortes de ramos, particularmente nos indivíduos mais velhos. São igualmente muito sensíveis a perturbações nas suas raízes.

    Ecossistema: a esteva é um elemento fundamental das paisagens de regiões com solos ácidos, formando matos densos que constituem a etapa mais baixa da sucessão ecológica provocada pelos incêncios fortes e demasiadamente frequentes e pelo sobrepastoreio.

    A sua distribuição é muito semelhante à da azinheira (Quercus ilex spp rotundifolia), ocupando o espaço da última quando ocorrem incêndios de grande intensidade. O aumento da altitude e o aparecimento do carvalho negral (Quercus pyrenaica) em detrimento da azinheira leva à substituição da esteva por outra cistácea muito parecida: o Cistus laurifolius, que, como o nome indica, tem folhas muito parecidas às do loureiro (Laurus nobilis).
    Pelas características edáficas dos seus locais de ocorrência, e esteva é um indicador biológico da degradabilidade dos solos.
    As suas flores são muito atrativas para as abelhas que as polinizam.
    Cruzam-se com muita facilidade com outras espécies do género, formando híbridos.

    Utilização: a resina (ládano) da esteva era antigamente empregue com fins medicinais, sendo-lhe atribuídas propriedades sedativas. Era um dos constituintes dos emplastros régios que se julgava serem eficientes na cura das hérnias e tratamento de doenças nervosas.

    Atualmente é utilizada na perfumaria como fixador de perfumes (prescindindo-se, por razões óbvias, do método dos rebanhos de cabras).

      

    Bibliografia
    Websites Consultados

    http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-da-Esteva?bl=1

     

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