Lenda de Viriato e os Lusitanos

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO CULTURAL, Imaterial e LendasMuseu Virtual Tags: história local, lendas, montes herminios, património cultural e viriato

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  • Viriato e os Lusitanos

     

    Para se falar sobre a história do Viriato temos de começar por entender o seu mundo e o seu povo, os Lusitanos.

    Estes eram povos de várias tribos que habitavam no oeste e noroeste da Península Ibérica, antes de estas terras serem conquistadas pelos romanos. Desde novos, os membros deste povo trabalhavam como pastores. Depois, à medida que iam crescendo eram treinados para a caça e por fim, quando se tornavam jovens fortes, eles eram treinados como guerreiros mercenários.

    Tinham uma forma de lutar muito aguerrida e sempre ofensiva, e constantemente havia lutas entre tribos lusitanas e também com outras tribos vizinhas com o objetivo de conquistar essas terras.

    Quando os romanos invadiram a Península Ibérica, eles foram conquistando progressivamente as terras do leste e do sul. No entanto, quando chegaram às tribos lusitanos, a dificuldade aumentou.

    Essas tribos, que sempre haviam lutado entre si, uniram-se numa causa que era comum a todas elas: a luta contra os ameaçadores exércitos romanos.

    Até conquistarem os terrenos das tribos lusitanas, os romanos tiveram que guerrear durante vários anos e, por fim, conseguiram o que tanto queriam mas, através de uma trama que envolvia traição.

    Entre os lusitanos houve um guerreiro que se destacou na luta contra os romanos.

    O seu nome era Viriato.

    Viriato era um aristocrata, proprietário de várias cabeças de gado, que quando criança, à semelhança de todos os lusitanos, tinha sido pastor.

    Mais tarde, ele tornou-se caçador e depois guerreiro.

    Não sendo o rei dos lusitanos, Viriato era mesmo assim o seu líder durante o tempo em que esses povos se uniram na luta contra Roma.

    O seu passado como pastor era semelhante ao dos grandes líderes de outras civilizações tais como Rómulo de Roma e David de Israel. Esse passado conferia-lhes qualidades especiais como governantes pela forma como lidavam e defendiam os seus povos de quaisquer ameaças.

    Segundo diversos historiadores, Viriato era um homem que seguia princípios de honestidade, justiça e que sempre cumpria com os tratados e alianças que fazia com outros povos.

    Por isso, ele detestava os romanos que, diversas vezes, não cumpriram com os acordos estabelecidos entre ele e os seus representantes.

    Viriato – O Guerreiro

    Após ser eleito chefe dos lusitanos, Viriato começou por defender as suas montanhas das investidas de Roma e depois passou ao ataque.

    O objetivo era conquistar às terras à volta das tribos lusitanas para ampliar a área do campo de batalha e assim afastar as zonas de combate das suas terras.

    Em 147 A.C., os lusitanos renderam-se perante as tropas de Caio Vetílio, que os haviam cercado. Mas, Viriato opôs-se terminantemente contra essa derrota. Ele organizou as suas tropas e foi lutar contra os romanos, acabando por derrotá-los no desfiladeiro de Ronda, que faz a separação entre a planície de Guadalquivir e a costa marítima da Andaluzia, onde acabaria por matar o próprio Caio Vetílio. Depois deste, as tropas de Viriato foram derrotando vez após vez as forças romanas sob os comandos de Caio Pláucio, Cláudio Unimano, Caio Nigidio e Fábio Máximo.

    Em 140 A.C., os lusitanos comandados por Viriato infligiram uma pesada derrota sobre Fábio Máximo Servilliano, matando cerca de 3000 romanos em combate. Perante isso, Servilliano rende-se e em troca da sua vida ele oferece a Viriato promessas e garantias da autonomia dos lusitanos.

    Mas, quando a notícia deste tratado chegou a Roma, o Senado considerou-o demasiado humilhante e, voltando atrás com a sua palavra, declara novamente guerra aos lusitanos.

    Desta feita, em 139 A.C., Roma enviou o general Servílio Cipião, mas este também continua a ser constantemente derrotado por Viriato, de modo que, Viriato decide enviar três comissários da sua confiança, Audas,  Ditalco e Minuros, com o objetivo de forçar Cipião a pedir de novo a paz.

    Mas, Cipião recorreu ao suborno destes comissários e prometeu-lhes que lhes dava uma recompensa se estes matassem Viriato. E assim aconteceu! Enquanto Viriato dormia, estes homens assassinaram-no, trazendo um desfecho trágico para Viriato e para os lusitanos. Mas este desfecho era também muito vergonhoso para Roma, pois como uma superpotência que era, recorrer a suborno era algo desastroso.

    Depois da morte de Viriato, o exército lusitano passou a ser comandado por Táutalo Sertório.

    As tropas lusitanas estavam muito enfraquecidas moralmente e acabaram por ser derrotadas. Quanto aos traidores, eles refugiaram-se em Roma após o assassinato de Viriato, reclamando o prémio prometido.

    No entanto, os romanos ordenaram a sua execução em praça pública, onde ficaram expostos com os dizeres “Roma não paga a traidores”.

    Dos lusitanos, pouco resta no país que hoje se chama Portugal, com exceção da sua denominação de Lusos e da conhecida personagem de Viriato.

    Bibliografia
    Website consultado

    http://www.historiadeportugal.info/viriato/

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