Perdiz-vermelha ou Perdiz-comum (Alectoris rufa)

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Fauna e AvesMuseu Virtual Tags: fauna, património natural e perdiz

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  • Perdiz-vermelha ou Perdiz-comum (Alectoris rufa)

     

    Identificação

    A perdiz é uma ave terrestre de aspeto arredondado. O cimo da sua cabeça é cinzento, com uma faixa branca comprida que passa por cima dos olhos e uma listra ocular que se estende pelo pescoço até à barra peitoral malhada, envolvendo o mento e a garganta. Tem os pés e o bico vermelhos. A garganta, de cor creme, apresenta uma faixa branca  marginada de preto.

     

    Alimentação

    Alimenta-se preferencialmente de sementes e rebentos de plantas bravias e agrícolas, consumindo também insetos (componente principal da alimentação dos perdigotos), moluscos e outros invertebrados.

     

    Distribuição/Habitat

    Aos machos cabe a escolha do território e a sua defesa (são bastante agressivos e não toleram a presença de outros machos). A dimensão do território varia consoante a disponibilidade de alimento, água e abrigo, e pode variar entre os 1-2 ha até valores acima dos 18 ha.

     

    Actividades/Hábitos

    Tanto o adulto como o perdigoto têm no mimetismo a sua maior defesa e geralmente não usam o voo como meio de fuga, preferindo correr e esconder-se. O voo é normalmente utilizado como último recurso de fuga, voando poucos metros até uma zona com mato mais denso onde se possa esconder. O voo da perdiz é geralmente curto e pesado, mas rápido e direito, emitindo um som muito característico (uma das maneiras de a distinguir da perdiz-cinzenta, Perdix perdix).

    A espécie é gregária, podendo também ser avistada em grandes bandos, especialmente no fim do Inverno, bandos esses que são desfeitos no início do período reprodutivo. Pode ser encontrada em quase todas as regiões do nosso país, preferindo zonas mais abertas, com parcelas de culturas agrícolas, e outras de mato mais denso, em que existam pontos de água durante o período mais quente do ano.

     

    Reprodução

    As fêmeas são atraídas através de um chamamento característico. A escolha do local para o ninho é normalmente também da responsabilidade do “perdigão”. É frequente a construção de dois ninhos consecutivos (duas posturas sucessivas) em que o macho fica encarregado da incubação de um dos ninhos.

    É uma espécie monogâmica, iniciando a postura, de uma maneira geral, desde fim de Abril ou princípio de Maio até Junho, numa pequena depressão no meio de vegetação rasteira. O número médio da postura ronda os 14 ovos, mas esse número pode variar entre 12 e 20 ovos. Estes são incubados pela fêmea durante 23-26 dias. As fêmeas mais velhas tendem a realizar a postura mais cedo.

    Como é uma espécie nidífuga, os perdigotos abandonam o ninho à nascença, permanecendo a ninhada junto da fêmea. O primeiro voo ocorre normalmente por volta das seis semanas de idade, estando nesta altura os juvenis menos dependentes da progenitora. Então, a fraca disponibilidade de pontos de água e abrigos naturais pode diminuir a taxa de sobrevivência, pois obriga as ninhadas a percorrerem maiores distâncias.

    No início do Outono poderão ser vistos grupos de 5 ou 6 indivíduos (ou seja, dois progenitores e a sua prole), grupos estes que formarão os grandes bandos, que podem ter mais de 20 indivíduos, visíveis no Outono e no Inverno.

     

    Predadores/Fatores de Ameaça

    Os principais predadores são a raposa (Vulpes vulpes), a gineta, o gato-bravo, alguns rapináceos, o javali (Sus scrofa) e os corvídeos, estes últimos predando principalmente os ninhos e perdigotos. É de salientar ainda o efeito predador de alguns animais domésticos e assilvestrados, que muitas vezes são responsáveis pela destruição de ninhadas inteiras, especialmente os cães e os gatos, causando prejuízos avultados.

     

    Bibliografia
    Websites Consultados

    https://floraefauna.wordpress.com/perdiz-comum-%E2%80%A2-alectoris-rufa/

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