Tartaranhão-Caçador (Circus pygargus)

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Fauna e AvesMuseu Virtual Tags: biologia, fauna, património natural e tartanhanhão

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  • Tartaranhão-Caçador (Circus pygargus)

    Identificação Pode ser facilmente confundido com o seu congénere tartaranhão-azulado, do qual se distingue por uma caraterística a barra transversal preta nas asas, no caso dos machos. Este tartaranhão é ligeiramente menos corpulento e de asas mais estreitas que a outra espécie de tartaranhão de tons azulados. As fêmeas de ambas as espécies são de difícil identificação, sendo necessária alguma experiência para a distinção, baseado sobretudo nas formas e tonalidades, corpulência das aves, e dimensão da mancha branca uropigial.
    Distribuição Em Portugal ocorre como nidificante em grande parte do território nacional, de norte a sul, em particular na metade este do país, acompanhando a distribuição dos terrenos abertos com searas nas planícies do Alentejo e os planaltos serranos do centro-leste e norte.
    Habitat O habitat em Portugal é constituído por áreas onde predomina a cerealicultura extensiva, na qual ocorre a maior parte da população portuguesa e cujos biótopos de nidificação são as searas de trigo e aveia e, mais raramente, as searas de cevada, pastagens ou pousios, trigo de regadio. Nas serras do norte e do centro, o habitat é constituído por matos de urze, tojo ou giesta, searas de centeio e pastagens de montanha, nidificando em zonas de mato e centeio. Em zonas de estuário e em dunas costeiras poderá nidificar em sapais e em vegetação dunar, respetivamente.
    Alimentação Pequenos mamíferos, como ratos, musaranhos, aves vivas até ao tamanho de uma perdiz.
    Reprodução Constroem o ninho relativamente pequeno no solo de pradarias e campos. A fêmea encarrega-se da maior parte da nidificação. Postura de 4 a 6 ovos entre Maio a Junho. As crias permanecem cerca de 35 dias no ninho. Os jovens recém-voadores são cuidados e alimentados ainda durante 2 a 3 semanas mais, até serem capazes de apanhar uma presa no ar.
    Fatores de Ameaça De entre os fatores que mais ameaçam esta espécie contam-se:

    – abandono e declínio rápido da cerealicultura extensiva;

    – elevada mortalidade de ovos e crias, provocada pela maquinaria agrícola durante a ceifa e por predadores naturais (raposa, corvídeos, entre outros).

    Estes fatores tendem a baixar consideravelmente a produtividade das populações que nidificam em terras de cereais praganosos.

    Medidas de Conservação – Conservação do habitat, nomeadamente através da divulgação de Medidas Agroambientais mais favoráveis à sua gestão, para além da revitalização do Plano Zonal de Castro Verde, a elaboração e implementação de outros planos zonais, ou, ainda, a generalização da manutenção de faixas ou de pequenas áreas permanentes de vegetação espontânea nos terrenos de agricultura mais ou menos intensiva;

    – Ações de sensibilização e de acompanhamento de agricultores relativamente à conservação/proteção de ninhos em searas e fenos durante as ceifas;

    – Ações continuadas de proteção direta e intensiva de ninhos, suas posturas e ninhadas em locais de reconhecida importância ao nível regional ou nacional.

    – Realização de censos e monitorização da população.

     

    Bibliografia
    Websites Consultados

    http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/patrinatur/lvv/resource/doc/aves/cir-pyg

    http://www.avesdeportugal.info/cirpyg.html

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