Texugo (Meles meles)

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Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Fauna e OmnívorosMuseu Virtual Tags: 205, 242, 207 e 241

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  • Texugo (Meles meles)

     

     

    Identificação

    O texugo (Meles meles) é um carnívoro de médio porte, pertencente à Família dos Mustelídeos. Tem focinho alongado, cabeça pequena relativamente ao corpo, que é robusto, arredondado e de coloração cinzenta no dorso e negra no ventre e patas. A cauda é curta, cinzenta e com a ponta branca. As patas são curtas e poderosas com cinco dedos, munidos de garras fortes, pouco curvas e não retrácteis, sendo especialmente poderosas e afiadas nas patas anteriores (adaptação para escavar).

    A sua característica mais distinta são as duas listras longitudinais negras em cada lado da cabeça, que é branca. Os olhos são pequenos e estão escondidos nas listras negras. As orelhas são pequenas, pretas, com as pontas brancas. Podem ocorrer animais albinos, melânicos e outros com uma cor avermelhada.

    O corpo mede entre 67 e 80 cm de comprimento e a cauda entre 11 e 19 cm. Em Inglaterra, os machos pesam em média 12 Kg (há registos de texugos com 18 kg) e as fêmeas 11 kg, variando normalmente o seu peso ao longo do ano (são mais pesados no final do Verão). Em Espanha os texugos não ultrapassam os 10 kg e os dados existentes em Portugal apontam para uma situação semelhante.

     

    Distribuição

    Habita toda a Euroásia temperada, excetuando o Norte da Escandinávia e da Rússia, estando inclusivamente presente nalgumas ilhas do Mediterrâneo (ex: Creta).

    Em Portugal está presente em todo o território continental, sendo uma espécie relativamente abundante. Há no entanto, escassez de informação biológica e ecológica sobre a sua situação em Portugal.
    Estatuto de Conservação

    Esta espécie faz parte do anexo III da Convenção de Berna (espécie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) e em Portugal é considerada não ameaçada (NT). A sua caça no nosso país está proibida desde 1986.

     

    Fatores de ameaça

    A fragmentação do habitat  (construção de vias, desflorestação, etc.) e a morte por atropelamento são os principais fatores de ameaça para esta espécie.
    Habitat

    É mais abundante em zonas com algum relevo e heterogéneas do ponto de vista paisagístico, com grande variedade de biótopos, que lhe proporcionam uma maior disponibilidade de recursos e abrigos. No entanto, qualquer local é propício para esta espécie, desde que tenha uma cobertura adequada e um tipo de solo que o animal possa escavar até uma grande profundidade.

    Vive em complexos escavados por ele e que consistem num sistema de túneis com várias câmaras em diferentes níveis. Estes túneis desembocam na superfície em aberturas que têm normalmente um monte de terra à sua frente (proveniente da escavação dos túneis). O número de entradas pode variar entre 3 e 40 por complexo, estando descrito um caso em que um único complexo tinha 180 entradas, 880m de túneis e 50 câmaras de dormida.
    Alimentação

    É um animal omnívoro e oportunista. Em Portugal alimenta-se sobretudo de frutos (azeitonas, bolotas, nêsperas, ameixas, peras e figos) e artrópodes (principalmente insetos), mas também preda micromamíferos (ratos e musaranhos). Ocasionalmente come anelídeos, moluscos, anfíbios, répteis e aves. Durante o Inverno e a Primavera consome mais artrópodes, enquanto que no Verão consome mais frutos.
    Reprodução

    Vive em grupos sociais que, no Norte da Europa, podem ser bastante numerosos. Nos países do Mediterrâneo, costumam formar grupos mais pequenos, por vezes apenas grupos familiares de um macho, uma fêmea e a respetiva descendência. Acasala especialmente entre Fevereiro e Março e entre Julho e Setembro (mantendo-se os casais reprodutores juntos todo o ano), mas pode fazê-lo em qualquer altura do ano. Tal como outros mustelídeos, possui o fenómeno de ovo-implantação retardada, em que o ovo, embora fertilizado, só se implanta no útero alguns meses depois da fecundação (3 a 10 meses). A verdadeira gestação é de 7 semanas, nascendo as crias normalmente entre Janeiro e Abril. O número de crias por ninhada é de 1 a 5, mas geralmente nascem 2 ou 3. Estas ficam nas tocas até à idade de 8 semanas e estão dependentes da mãe até ao Outono e por vezes até ao primeiro Inverno. Os machos atingem a maturidade sexual entre 1 e 2 anos de idade e as fêmeas entre 1 ano e 15 meses. Pode viver até aos 14 anos no estado selvagem e até aos 16 em cativeiro.

     

    Movimentos

    Tem hábitos noturnos e sai do complexo normalmente um pouco antes do pôr-do-sol. A sua saída das tocas é feita com extrema cautela, analisando o meio envolvente através do olfato extremamente desenvolvido, bastando sentir um odor estranho para voltar ao interior do complexo. Quando saem, costumam ficar junto às tocas onde efetuam pequenas brincadeiras, que desempenham um papel muito importante na aprendizagem das crias, ao nível da caça e de fuga de inimigos. Nestas alturas também se costumam marcar uns aos outros, esfregando a região anal num dos flancos de outro indivíduo (modo de reconhecimento entre os indivíduos).

    Os seus territórios podem variar entre 0,3 e mais de 1,5 Km2 em Inglaterra, mas no nosso país parecem ser bem maiores. Pode passar até 10 horas fora das tocas, percorrendo longas distâncias durante a noite e regressando pouco antes do amanhecer.

     

    Bibliografia
    Websites Consultados

    http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-do-Texugo?bl=1&viewall=true

    http://www.icnf.pt/portal/ap/p-nat/pnsc/galeria/pnsc-texugo-meles-meles/view

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