Víbora-Cornuda (Vipera Latastei)

  • víbora-01víbora-01
  • víbora-02víbora-02

Museu Virtual Category: PATRIMÓNIO NATURAL, Biologia, Fauna e RépteisMuseu Virtual Tags: cobras, fauna, reptéis e víbora

Info
Info
Fotografias
Mapa de Localização
Itens Relacionados
  • Víbora-Cornuda (Vipera Latastei)

     

    Identificação

    A Víbora-cornuda pode medir até 70 cm de comprimento total. Possui uma cabeça bem definida, de contorno triangular. O extremo do focinho é muito proeminente, com 3 a 7 escamas apicais que formam um apêndice nasal típico da espécie (daí o nome de cornuda). A pupila é vertical com íris amarelada ou dourada e com pigmentos escuros.

    Possui um corpo relativamente grosso e coberto dorsalmente por escamas fortemente carenadas (com uma saliência longitudinal). A cauda é curta e muito mais fina em relação ao resto do corpo. A parte superior é cinzenta ou acastanhada, por vezes com manchas amarelas, alaranjadas ou avermelhadas. Na região vertebral aparece um ziguezague mais escuro com o bordo mais contrastante. Na parte posterior da cabeça existem 2 manchas escuras que formam uma espécie de V invertido.

    Os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem uma cauda mais larga e maior número de escamas subcaudais (entre a cloaca e a ponta da cauda). É frequente as fêmeas apresentarem cores menos contrastantes.

     

    Distribuição

    Encontra-se na maior parte da Península Ibérica, exceto no extremo noroeste, e também no norte de África.

    Há cerca de 20 anos esta espécie era relativamente frequente em Portugal. No entanto, ultimamente tem sofrido um declínio acentuado.

     

    Fatores de Ameaça

    A fragmentação das suas populações por alteração e destruição do habitat e a perseguição direta pelo Homem constituem as principais causas do declínio que se tem observado para esta espécie.

     

    Habitat

    É uma espécie mediterrânica que necessita de locais com boa insolação. Deste modo, habita em zonas abertas nos limites dos bosques e matos ou em bosques relativamente abertos como os montados ou os pinhais. No sul habita também dunas costeiras e areais. Embora os substratos rochosos sejam preferidos por esta espécie, não são um factor que limite a sua presença.

     

    Alimentação

    As víboras predam sobre uma grande variedade de presas, como lagartos, lagartixas e outros répteis, musaranhos, toupeiras, ratos, pequenas aves, pequenos anfíbios e invertebrados como escorpiões e centopeias.

     

    Inimigos Naturais

    Entre os seus inimigos naturais incluem-se algumas cobras, rapinas (falcões, tartaranhões e águias) e mamíferos como o saca-rabos, o javali e o ouriço.

     

    Reprodução

    A cópula tem lugar entre finais de Março e Maio. Por vezes existe um segundo pico reprodutor em Setembro-Outubro. As víboras-cornudas são ovovivíparas. Os partos dão-se em Agosto nascendo entre 4 a 9 crias. De um modo geral, as fêmeas não se reproduzem todos os anos. Em condições naturais os indivíduos vivem cerca de 9 anos.

     

    Movimentos

    É uma espécie terrestre mas por vezes utiliza rios ou charcos de baixa profundidade. Ocasionalmente também trepa a arbustos.

     

    Atividade

    Apresentam um período de hibernação cuja duração é muito variável, dependendo de fatores como a altitude e a latitude. Assim, na metade norte do país hiberna desde o final de Outubro ou início de Novembro até Março ou Abril. Nas populações costeiras do sul de Portugal apresentam um período de inatividade muito curto ou nem sequer hibernam. Quando as condições ambientais são favoráveis (temperaturas elevadas) podem apresentar atividade crepuscular e mesmo noturna.

     

    Bibliografia
    Websites Consultados

    http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-da-Vibora-cornuda?bl=1&viewall=true

  • No Records Found

    Sorry, no record were found. Please adjust your search criteria and try again.